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terça-feira, 20 de março de 2012


Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Joinville – SC
Pastor Presidente: Pr. Sérgio Melfior


17ª EBOJ – Escola Bíblica de Obreiros de Joinville



PRELETOR:
PR. SÉRGIO MELFIOR


TEMA:
DISCIPULADO - ALAVANCA DO CRESCIMENTO




I – INTRODUÇÃO


O QUE É DISCIPULADO?

“Discipulado é a alavanca do crescimento da Igreja”.
Pr. João Ceno Ohlweiler – Presidente da CIADESCP

Vejamos as citações de mais alguns pastores da nossa Convenção:

Pr. Cesino Bernardino disse que é consolidar a permanência do novo convertido em Cristo.
Pr. Pedro Monteiro disse que é ensinar a pessoa a ter um comportamento que imite Cristo.
Pr. Wilson Souza disse que é um processo que vai além do batismo de forma contínua na edificação do novo convertido.
Pr. Nilton dos Santos disse que é o primeiro passo para ensinar a pessoa viver como Cristo viveu.
Pr. Orlando Machado disse que é o despertar no novo crente o desejo de ser obreiro.
Pr. Ezequiel Montanha disse que é ensinar o novo crente a imitar o mestre.
Pr. Mário Meyer disse que é preparar o novo convertido para o batismo.

Definições:
A palavra portuguesa discípulo vem do latim discipulus que significa aluno, aprendiz, cuja raiz verbal é discere.

No grego é mathetés, aprender. O termo hebraico talmid vem de talmad, que significa aprender, conforme I Crônicas 25.8, onde se refere à escola de música do templo em Jerusalém, aparece a primeira referência ao termo discipulado.

Posteriormente foi usado entre os Hebreus para definir aquele que seguia um rabino específico e sua escola de pensamento.

No novo testamento a palavra discípulo é usada só nos Evangelhos e em Atos dos Apóstolos, onde aparece em torno de 269 vezes.

Vemos no NT que:
- João Batista tinha um grupo de discípulos (Jo. 1.35, Mc. 2.18);
- Jesus tinha os seus discípulos:
·       Em Mt. 4.18-22, ele chamou alguns;
·       Em Mt. 10.1-42, ele envia seus doze discípulos;
·       Em Lc. 6.12-16, ele elege;
·       Em Lc. 9, ele dá a missão;
·       Em Lc. 10, ele envia setenta discípulos, de dois em dois, em todas as cidades e aldeias;

Conforme vemos na Igreja Primitiva, a nossa responsabilidade consiste em aumentar o número dos discípulos:
·       Atos 6.1 diz que crescia o número de discípulos;
·       Atos 6.7 diz que se multiplicava o número de discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedeciam à fé;


II – DESENVOLVIMENTO


1.   DISCIPULAR - O MANDAMENTO DO SENHOR JESUS

Em Mateus 28:19-20 Jesus disse: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. 

Quando alguém está morrendo ou nos deixando prestamos muita atenção em suas últimas palavras. Estas foram as últimas palavras de Jesus antes da sua ascensão.

Deus deu a Jesus todo o poder sobre o céu e a terra. E com base neste poder Ele disse: ide, fazei discípulos, batizando e ensinando.

a)  Fazendo Discípulos

A palavra discípulo está relacionada à ideia de disciplina. Isso é instrutivo, pois dos discípulos se requer disciplina do discípulo e do discipulador.
Fazer discípulos é ensinar e trocar experiências. Alguém disse: se quiser que seu discípulo escute, só fale. Se quiser que seu discípulo aprenda, escute também ele.

- A importância de fazer discípulos:
·       Fazer discípulos é educar o novo crente como seguir a Jesus;
·       Fazer discípulos é ensinar o novo crente a se submeter à soberania de Jesus;
·       Fazer discípulos é ensinar pontos básicos da fé cristã.
·       Fazer discípulos é estimular o novo crente buscar a Deus sozinho.
·       Fazer discípulos é ensinar o novo convertido a assumir sua missão de serviço na Igreja;

O discipulado é a manifestação de amor e do cuidado da Igreja pelos novos convertidos. É como o amor da mãe com a criança quando nasce.

b)  Batizando

·       Batizar é unir o crente a Jesus Cristo em sua morte para o pecado;
·       Batizar é unir o crente em sua ressurreição para a vida;
·       O batismo simboliza a submissão a Cristo;
·       O batismo é a prova da disposição para viver segundo a vontade de Deus;
·       O batismo dá o direito ao novo crente participar das atividades da Igreja;
·       Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo: é um gesto que afirma a realidade da trindade e um conceito que veio diretamente do próprio Senhor Jesus.

c)   Ensinando

Antes de o crente desenvolver seus dons tem que ser discípulo:
·       Devemos ensinar o discípulo a abrir mão de algumas coisas: como conceitos, vícios, comportamentos, etc.
·       O discipulado faz a integração e a comunhão do discípulo com a Igreja.
·       Discipular é ajustar o caráter do novo convertido ao caráter de Jesus.

Neste processo, o discípulo é o aluno que aprende com as palavras, atos e estilo de vida de seu mestre.

O discipulado exige também relacionamento com Deus, a partir daí saberei o que Ele quer comigo (ajustes pessoais), com minha família, com a sua obra (ministério na Igreja).

O discipulador precisa levar o discípulo a ter certeza da salvação e conhecer a Palavra.

Sigamos o exemplo de Jesus. Em João 3 que Jesus levou Nicodemos a entender que o novo nascimento é:
·       Indispensável
·       É de cima
·       Espiritual
·       É um processo
·       Traz resultados
Durante o ensino de Jesus, Nicodemos:
·       Perguntou
·       Duvidou
·       Aprendeu
·       Se converteu.

Assim aconteceu também com a Samaritana (João 4).

Josué Campanhã diz em seu livro, “Discipulado transformando Igrejas”:
“Discípulos sem o ensino se tornam crentes raquíticos.”
“Crentes que não são discipulados se tornam membros ativistas.”
“Discípulos com ensino bíblico transformam o mundo.”


2.   O DISCIPULADO COMO ALAVANCA DO CRESCIMENTO

Há projetos que acontecem mais rápidos na Igreja, porém o discipulado exige paciência e perseverança. Mas o crescimento é progressivo e consistente.

Atualmente menos de 1% dos cristãos professos trabalham com novos convertidos. Todos precisamos nos envolver no discipulado para vermos o crescimento da Obra.

Não podemos esquecer que ao iniciar o discipulado o número (quantidade) de pessoas não é prioridade, nem o tempo para atingir a Igreja toda. Ele é um processo que às vezes acelera e às vezes é mais lento.

Isso porque discipulado não é só um método, mas também um processo, que age o tempo todo, agindo nos líderes e se estendendo aos liderados.

a)  Coisas que precisamos observar na implantação do discipulado na congregação:
·       A realidade da igreja;
·       O perfil do público a ser alcançado;
·       Descobrir a forma que Deus quer agir;
·       A utilização do material: ter o domínio total da matéria que irá ministrar;

b)  Desafios para o Discipulador:

E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor. Mateus 9:36

1)  Amar os discípulos e sentir compaixão por eles (vers. 36)
2)  Chorar pelos discípulos (Jo.11-35)
3)  Ensinar com mais amor e menos tecnologia.
·       O amor movia o coração de Jesus
·       Barnabé amou Paulo
4)  Manter um relacionamento pessoal com Deus e deixar o Espírito Santo ministrar em sua vida.
5)  Relacione-se com os discípulos.
6)  Orar por aqueles que discipulam.
7)  Tornar-se uma vida de exemplo.


c)   As multidões estão clamando pelo Discipulado

·       Um que já era discípulo disse: Ensina-nos orar (Lc 11.1)
·       Outro que não era discípulo disse: Que farei para herdar a vida eterna? (Lc 18.18)
·       O carcereiro disse: Que é necessário que eu faça para me salvar? (At. 16.30)
·       Em Lucas 13.22-23 um homem se aproximou de Jesus e perguntou: São poucos os que salvam?

A Igreja deste milênio tem os mesmos desafios da época de Jesus: as multidões estão sedentas. Quando a Igreja deixa o discipulado, está voltando a dar voltas no deserto.



III – CONCLUSÃO


“Talvez a necessidade mais urgente relacionada com o rápido crescimento da Igreja seja uma nova ênfase num discipulado cristão que inclua a submissão de toda a vida ao senhorio de Jesus Cristo” (Dr. René Padilla)


Vemos um mundo que está dominado pelos meios de comunicação. Existe muita informação, mas pouca formação espiritual. Por isso o discipulado cristocêntrico deve avançar com o ensino sistemático das doutrinas cardeais da fé cristã.

Não existe outro caminho para Igreja crescer com qualidade e estabilidade. O Discipulado é a alavanca do crescimento da Igreja.




IV – BIBLIOGRAFIA



ASSIS, Romeu José de. Igreja com grupos de Crescimento. Londrina. Editora Descoberta, 2001.

CAMPANHÃ, Josué. Discipulado Transformando Igrejas. São Paulo: Eclésia, 2002.

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 02. São Paulo: Candeia, 1995.

DIVERSOS AUTORES. Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol.1. 1.ed. RJ: CPAD, 2009.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Um exemplo de evangelista...

O homenzinho da Rua George

Alguma vez você já se perguntou o que resulta da distribuição de folhetos? O relato abaixo, do pastor Dave Smethurst, de Londres, responde essa pergunta:

“É uma história extraordinária a que eu vou contar. Tudo começou há alguns anos em uma Igreja Batista que se reúne no Palácio de Cristal ao Sul deLondres. Estávamos chegando ao final do culto dominical quando um homem se levantou em uma das últimas fileiras de bancos, ergueu sua mão e perguntou: “Pastor, desculpe-me, mas será que eu poderia dar um rápido testemunho?” Olhei para meu relógio e concordei, dizendo: “Você tem três minutos!” O homem logo começou com sua história:

“Mudei-me para cá há pouco tempo. Eu vivia em Sydney, na Austrália. Há alguns meses estive lá visitando alguns parentes e fui passear na rua George. Ela se estende do bairro comercial de Sydney até a área residencial chamada Rock. Um homem baixinho, de aparência um pouco estranha, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja, entregou-me um folheto e perguntou: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje à noite, o senhor irá para o céu?’ – Fiquei perplexo com essas palavras, pois jamais alguém havia me perguntado uma coisa dessas. Agradeci polidamente pelo folheto, mas na viagem de volta para Londres eu me sentia bastante confuso com o episódio. Entrei em contato com um amigo que, graças a Deus, é cristão, e ele me conduziu a Cristo”.

Todos aplaudiram suas palavras e deram-lhe as boas-vindas, pois os batistas gostam de testemunhos desse tipo.

Uma semana depois, voei para Adelaide, no Sul da Austrália. Durante meus três dias de palestras em uma igreja batista local, uma mulher veio se aconselhar comigo. A primeira coisa que fiz foi perguntar sobre sua posição em relação a Jesus Cristo. Ela respondeu:

A rua George, em Sydney.

“Morei em Sydney por algum tempo, e há alguns meses voltei lá para visitar amigos. Estava na rua George fazendo compras quando um homenzinho de aparência curiosa, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja e veio em minha direção, ofereceu-me um folheto e disse: ‘Desculpe, mas a senhora já é salva? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Essas palavras me deixaram inquieta. De volta a Adelaide, procurei por um pastor de uma igreja batista que ficava perto de minha casa. Depois de conversarmos, ele me conduziu a Cristo. Assim, posso lhe dizer que agora sou crente”.

Eu estava ficando muito admirado. Duas vezes, no prazo de apenas duas semanas, e em lugares tão distantes, eu ouvira o mesmo testemunho. Viajei para mais uma série de palestras na Mount Pleasant Church em Perth, no Oeste da Austrália. Quando concluí meu trabalho na cidade, um ancião da igreja me convidou para almoçar. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele tinha se tornado cristão. Ele explicou:

“Aos quinze anos vim a esta igreja, mas não tinha um relacionamento real com Jesus. Eu simplesmente participava das atividades, como todo mundo. Devido à minha capacidade para negócios e meu sucesso financeiro, minha influência na igreja foi aumentando. Há três anos fiz uma viagem de negócios a Sydney. Um homem pequeno, de aparência estranha, saiu da entrada de uma loja e me entregou um panfleto religioso – propaganda barata – e me fez a pergunta: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, o senhor vai para o céu?’ – Tentei explicar-lhe que eu era ancião de uma igreja batista, mas ele nem quis me ouvir. Durante todo o caminho de volta para casa, de Sydney a Perth, eu fervia de raiva. Esperando contar com a simpatia do meu pastor, contei-lhe a estranha história. Mas ele não concordou comigo de forma alguma. Há anos ele vinha me incomodando e dizendo que eu não tinha um relacionamento pessoal com Jesus, e tinha razão. Foi assim que, há três anos, meu pastor me conduziu a Cristo”.

Voei de volta para Londres e logo depois falei na Assembléia Keswick no Lake-District. Lá relatei esses três testemunhos singulares. No final da série de conferências, quatro pastores idosos vieram à frente e contaram que eles também foram salvos, há 25-30 anos atrás, pela mesma pergunta e por um folheto entregue na rua George em Sydney, na Austrália.

Na semana seguinte viajei para uma igreja semelhante à de Keswick e falei a missionários no Caribe. Também lá contei os mesmos testemunhos. No final da minha palestra, três missionários vieram à frente e explicaram que há 15-25 anos atrás eles igualmente haviam sido salvos pela pergunta e pelo folheto do homenzinho da rua George na distante Austrália.

Minha próxima série de palestras me conduziu a Atlanta, na Geórgia (EUA). Fui até lá para falar num encontro de capelães da Marinha. Por três dias fiz palestras a mais de mil capelães de navios. No final, o capelão-mor me convidou para uma refeição. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele havia se tornado cristão.

“Foi um milagre. Eu era marinheiro em um navio de guerra no Pacífico Sul e vivia uma vida desprezível. Fazíamos manobras de treinamento naquela região e renovávamos nossos estoques de suprimentos no porto de Sydney. Ficamos totalmente largados. Em certa ocasião eu estava completamente embriagado e peguei o ônibus errado. Desci na rua George. Ao saltar do ônibus pensei que estava vendo um fantasma quando um homem apareceu na minha frente com um folheto na mão e perguntando: ‘Marinheiro, você está salvo? Se morrer hoje à noite, você vai para o céu?’ – O temor de Deus tomou conta de mim imediatamente. Fiquei sóbrio de repente, corri de volta para o navio e fui procurar o capelão. Ele me levou a Cristo. Com sua orientação, logo comecei a me preparar para o ministério. Hoje tenho a responsabilidade sobre mais de mil capelães da Marinha, que procuram ganhar almas para Cristo”.

“Desculpe, mas você é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?”

Seis meses depois, viajei a uma conferência reunindo mais de cinco mil missionários noNordeste da Índia. No final, o diretor da missão me levou para comer uma refeição simples em sua humilde e pequena casa. Também perguntei a ele como tinha deixado de ser hindu para tornar-se cristão.

“Cresci numa posição muito privilegiada. Viajei pelo mundo como representante diplomático da Índia. Sou muito feliz pelo perdão dos meus pecados, lavados pelo sangue de Cristo. Ficaria muito envergonhado se descobrissem tudo o que aprontei naquela época. Por um tempo, o serviço diplomático me conduziu a Sydney. Lá fiz algumas compras e estava levando pacotes com brinquedos e roupas para meus filhos. Eu descia a rua George quando um senhor bem-educado, grisalho e baixinho chegou perto de mim, entregou-me um folheto e me fez uma pergunta muito pessoal: ‘Desculpe-me, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Agradeci na hora, mas fiquei remoendo esse assunto dentro de mim. De volta a minha cidade, fui procurar um sacerdote hindu. Ele não conseguiu me ajudar mas me aconselhou a satisfazer minha curiosidade junto a um missionário na Missão que ficava no fim da rua. Foi um bom conselho, pois nesse dia o missionário me conduziu a Cristo. Larguei o hinduísmo imediatamente e comecei a me preparar para o trabalho missionário. Saí do serviço diplomático e hoje, pela graça de Deus, tenho responsabilidade sobre todos esses missionários, que juntos já conduziram mais de 100.000 pessoas a Cristo”.

Oito meses depois, fui pregar em Sydney. Perguntei ao pastor batista que me convidara se ele conhecia um homem pequeno, de cabelos brancos, que costumava distribuir folhetos na rua George. Ele confirmou: “Sim, eu o conheço, seu nome é Mr. Genor, mas não creio que ele ainda faça esse trabalho, pois já está bem velho e fraco”. Dois dias depois fomos procurar por ele em sua pequena moradia. Batemos na porta, e um homenzinho pequeno, frágil e muito idoso nos saudou. Mr. Genor pediu que entrássemos e preparou um chá para nós. Ele estava tão debilitado e suas mãos tremiam tanto que continuamente derramava chá no pires. Contei-lhe todos os testemunhos que ouvira a seu respeito nos últimos três anos. As lágrimas começaram a rolar pela sua face, e então ele nos relatou sua história:

“Eu era marinheiro em um navio de guerra australiano. Vivia uma vida condenável. Durante uma crise entrei em colapso. Um dos meus colegas marinheiros, que eu havia incomodado muito, não me deixou sozinho nessa hora e ajudou a me levantar. Conduziu-me a Cristo, e minha vida mudou radicalmente de um dia para outro. Fiquei tão grato a Deus que prometi dar um testemunho simples de Jesus a pelo menos dez pessoas por dia. Quando Deus restaurou minhas forças, comecei a colocar meu plano em prática. Muitas vezes ficava doente e não conseguia cumprir minha promessa, mas assim que eu melhorava recuperava o tempo perdido. Depois que me aposentei, escolhi para meu propósito um lugar na rua George, onde centenas de pessoas cruzavam meu caminho diariamente. Algumas vezes as pessoas rejeitavam minha oferta, mas também havia as que recebiam meus folhetos com educação. Há quarenta anos faço isso, mas até o dia de hoje não tinha ouvido falar de ninguém que tivesse se voltado para Jesus através do meu trabalho”.

Aqui vemos o que é verdadeira dedicação: demonstrar amor e gratidão a Jesus por quarenta anos sem saber de qualquer resultado positivo. Esse homem simples, pequeno e sem dons especiais deu testemunho de sua fé para mais de 150.000 pessoas. Penso que os frutos do trabalho de Mr. Genor que Deus mostrou ao pastor londrino sejam apenas uma fração da ponta do iceberg.

O céu conhece Mr. Genor, e podemos imaginar vividamente a maravilhosa recepção que ele teve quando entrou por suas portas.

Só Deus sabe quantas pessoas mais foram ganhas para Cristo através desses folhetos e das palavras desse homem. Mr. Genor, que realizou um enorme trabalho nos campos missionários, faleceu duas semanas depois de nossa visita. Você pode imaginar o galardão que o esperava no céu? Duvido que sua foto tenha aparecido alguma vez em alguma revista cristã. Também duvido que alguém tenha visto uma reportagem ilustrada a seu respeito. Ninguém, a não ser um pequeno grupo de batistas de Sydney, conhecia Mr. Genor, mas eu asseguro que no céu seu nome é muito conhecido. O céu conhece Mr. Genor, e podemos imaginar vividamente a maravilhosa recepção que ele teve quando entrou por suas portas. (extraído de Worldmissions – redação final: Werner Gitt)

Vale a Pena!

“Disse-lhe o Senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21).

Existem muitas organizações que trabalham com literatura cristã. Inúmeros irmãos fazem uso de folhetos, livros, fitas e revistas para divulgar o Evangelho, mas geralmente não vêem o resultado de suas atividades missionárias. Isso pode causar desânimo, e certamente muitos distribuidores de folhetos já se perguntaram: “Será que vale a pena?”

Com freqüência ficamos sabendo de pessoas que se converteram através de um folheto ou de um livro, ou que foram fortalecidas na fé por meio da literatura. Mesmo que jamais saibamos dos resultados de nossa semeadura, eles são prometidos pelo Senhor (veja Is 55.11). Além disso, um obreiro na “seara do Senhor” não é avaliado pelo número de pessoas que se convertem pelo seu trabalho mas por sua fidelidade no trabalho cristão. Também devemos ter sempre em mente que nós não convertemos ninguém. Só Deus é que pode tocar os corações, despertar as consciências e, pelo Espírito Santo, conduzir uma pessoa à fé em Jesus Cristo. O exemplo citado mostra que Ele faz isso em nossos dias e que pode agir através de muito ou de pouco. Que este testemunho anime os distribuidores de folhetos a continuarem semeando com perseverança a boa semente, que certamente dará frutos a seu tempo. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br).

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 2005.